O show de baixarias por trás da disputa presidencial no Brasil

O show de baixarias por trás da disputa presidencial no Brasil

Por Isa Colli 

É hora de juntar os cacos e pensar no país que queremos construir 

 

Mais do que a polarização entre direita e esquerda, a eleição presidencial de 2018 no Brasil expôs pensamentos contraditórios, acirrou ânimos, provocou brigas, defesas apaixonadas, questionamentos éticos e, acima de tudo, deixou fissuras. Um exemplo é o que aconteceu principalmente no decorrer do segundo turno, quando os brasileiros se dividiram entre os apoiadores de Jair Bolsonaro e Fernando Haddad. Muitos extrapolaram nas suas defesas, ferindo amigos de longa data, companheiros de trabalho e até familiares. Isso tudo foi real. E não só no Brasil. Aqui na Europa, muita gente trocou farpas até publicamente pelas redes sociais. Muita baixaria e pouca lucidez. A goiana Michelle de Mendel, que mora atualmente na Noruega, e Shimon, que tinham uma amizade de mais de 20 anos, protagonizaram diálogos acalorados, com direito a xingamentos, trocas de farpas e muitos insultos. Shimon defendia Bolsonaro e Michelle se mostrava decepcionada com o sistema, contra tudo e todos.  

Num momento de maior tensão na troca de mensagens, Michelle chama Shimon de fanático e pede que ele “vá caçar briga com outros”. 

Na pior parte do bate-boca, que você vê abaixo, eles chegam a mandar o outro “tomar no c…”: 

Ataques valem a pena?  

Agora, vamos fazer uma reflexão. O que essas pessoas ganharam com tanta baixaria? Será que valeu a pena perder uma amizade de 20 anos?  

Será que não chegou a hora de esquecer as rivalidades para começar a pensar nos caminhos que escolhemos para seguir? Usamos nosso voto para contribuir para uma nação melhor? E agora, diante do resultado das urnas, você se sente preparado para colaborar para o país sair da crise em que se encontra, mesmo que sua escolha de voto não tenha sido vencedora? Como podemos canalizar toda essa paixão gerada pelas eleições para a criação de soluções criativas para o nosso país, para o mundo? Como cada um de nós, individualmente e coletivamente, pode contribuir? 

Não-violência  

Chegou o momento de amadurecermos enquanto pessoas, enquanto sociedade. É hora de seguir um caminho que nos leve para um diálogo desarmado, da não-violência. A raiva não leva a nenhum lugar.  

Nós temos o poder, nesse momento, de crescer eticamente. ‬E a ética se constrói nas pequenas ações do dia a dia. Como educar filhos em tempos de tanta falta de ética e de corrupção? A melhor resposta é com o exemplo.  

Se queremos combater a corrupção verdadeiramente, é preciso abandonar as ‘pequenas’ corrupções, o jeitinho brasileiro. As mesmas pessoas que dão péssimos exemplos são as primeiras a cobrar muito dos políticos, as que gritam em nome da moralidade e pelo combate à corrupção. 

Elas furam fila, estacionam na vaga do idoso ou do deficiente, não param na faixa de pedestres, tentam subornar o guarda para não pagar multa, andam pelo acostamento e praticam no dia a dia muitas outras atitudes condenáveis. você já pensou sobre isso? 

Antes de enxergar a corrupção só nos políticos ou nos vizinhos, precisamos mudar de atitude. De verdade. Para que os benefícios sejam sempre coletivos. Esqueça o jeitinho. Porque como está hoje, não dá. 

Precisamos estabelecer nosso sistema de princípios e valores. Mostrar o caminho aos nossos filhos para que façam as melhores escolhas. Precisamos resgatar nossa confiança no Brasil. E a mudança começa a partir de cada um de nós. Fica a dica!

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