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COVID-19: a pandemia que paralisou o planeta 

 

Brasileiros e portugueses infectados relatam suas vitórias contra o vírus 

Milhões de pessoas foram infectadas desde o início da pandemia, nossas rotinas foram interrompidas e o planeta parou devido ao vírus que se originou na China e aterrorizou o mundo, sem escolher idade ou classe social. 

Hospitais ficaram superlotados e corpos foram queimados em crematórios coletivos, o horror se instalou e tomou conta de muitos países ao redor do mundo, o continente europeu foi um dos mais afetados. 

As equipes da saúde, polícias, bombeiros, atendentes de supermercados e também os lixeiros (não podemos deixar de citá-los) mostraram muita garra e trabalharam bravamente para ajudar a conter o COVID-19. 

O COVID-19 chegou a ser comparado com a gripe espanhola que matou mais de 50 milhões de pessoas nos anos 1920 e também intimidou o mundo. De acordo com o balanço da agência France Presse, que tem por base dados oficiais, a pandemia do Covid-19 já matou mais de 316.333 pessoas em todo o mundo e infectou por volta 4,7 milhões. 

Na Bélgica, o confinamento foi radical e as autoridades trataram de inspecionar bem as leis estabelecidas pelo governo belga: controles nas estradas, policiais à paisana nos parques e nas ruas, várias medidas de seguranças foram realizadas para combater o vírus no país. Festivais, eventos esportivos, celebrações religiosas, funerais, reuniões em casa com pessoas que não residiam no local foram proibidos. Os comércios, bares, restaurantes e salões de beleza foram fechados. 

Brasileiros residentes no bairro de Saint Gilles são multados em 250 euros em churrasco organizado no período da quarentena 

Segundo informações de Roberto Ferreira, brasileiro residente no bairro de Saint Gilles, houve várias ocorrências da polícia atendendo a denúncias pelo bairro e foram aplicadas multas a brasileiros que não estavam respeitando o confinamento, realizando churrascos e festas no período da quarentena. O valor da multa aplicada por descumprir as leis impostas pelo governo belga era de 250 euros, por pessoa. Em um dos casos, nos conta Roberto, mais de 15 pessoas em uma festa privada em um apartamento foram multadas. 

Atualmente, aos poucos, as coisas parecem que estão voltando ao normal, mas ainda não há previsões para muitas coisas, como a abertura de fronteiras com outros continentes; muitos brasileiros que estavam de férias no Brasil e não possuíam documentos ficaram impossibilitados de retornar à Bélgica. 

A ABclassificados entrou em contato com uma família de brasileiros que foram infectados pelo COVID-19 e nos relataram como passaram por esta experiência: 

Marcio de Almeida é natural de Goiânia, residente em Bruxelas, trabalhador de uma grande rede de supermercados, casado, pai de duas crianças. Ele preferiu manter o anonimato. 

ABclassificados– Como vocês suspeitaram que haviam contraído o vírus e quais foram os primeiros sintomas? 

Marcio de Almeida – Eu não parei de trabalhar na quarentena, pois como todos sabem os supermercados ficaram abertos, e não sei ao certo se fui eu que contraí lá ou minha esposa no trabalho dela, mas o primeiro sintoma foi a falta de paladar, depois perdemos o olfato, seguido do cheiro forte no ar quando respirava, parecido com o cheiro de água sanitária, após uma semana fomos ao médico e demos positivo no teste. 

ABclassificados – Como foi o procedimento de ficarem isolados em casa, e que tipo de tratamento e instruções vocês receberam? 

Marcio de Almeida – Nós fomos orientados pelo médico apenas para ficarmos em casa porque não tínhamos sintomas fortes, como febre alta, etc. 

Permanecemos em casa por duas semanas, não foi necessária ajuda, pois  estávamos  com a dispensa cheia e os mantimentos foram suficientes para este período. Nunca deixamos de beijar e abraçar nossas filhas, seguimos a vida normal dentro do possível – temos duas filhas, Vitoria, de 7 anos, e Leticia, de 3 anos. Nós suspeitamos que elas também possam ter contraído o vírus, mas graças a Deus nada grave nos aconteceu. 

O português “Manuel Pinto”, que também preferiu não ter sua imagem publicada, é natural da cidade de Fátima, enfrentou o vírus e nos conta como foi sua experiência. 

“A gente acha que as coisas ruins acontecem apenas com outros, nunca imaginamos que podem acontecer conosco; estou muito arrependido por não ter respeitado a quarentena, saí do trabalho e fui encontrar uns colegas de trabalho para tomar umas cervejas, o assunto era a pandemia e o caos que os países europeus estão enfrentando contra o coronavírus. Nunca podia imaginar que depois de alguns dias eu viraria uma estatística”. 

Empresária brasileira do ramo da beleza desmente boatos que seus produtos estariam contaminados 

A empresária Aline Neto, natural de Belo Horizonte, proprietária do loja Beleza Brasil, localizada na rua Bara, 20, no  bairro de Anderlecht, também enfrentou o COVID-19 juntamente com seu esposo. Após ser decretada a quarentena pelo governo belga, eles fecharam o ponto comercial. Os primeiros sintomas ocorreram com seu esposo: dores de cabeça, dores no corpo e cansaço; imediatamente eles ligaram para a médica que os orientou como proceder, após quatro dias, ela também começou a sentir dores de cabeça, diarreia e ficar febril. O casal tem três filhos, Gabriel (16 anos), Laís (9 anos) e Nathan (3 anos); na casa também estava a mãe de Aline, de 52 anos, mas nenhum deles foi contaminado, eles fizeram todos os protocolos indicados pelos médicos, tanto de limpeza como de distanciamento. 

“Houve boatos que os produtos da minha loja estavam contaminados, mas isso não é verdadeiro, nem meus filhos, nem minha mãe que conviveu conosco tiveram problemas, até hoje tomamos todas as precauções, tanto em casa como no nosso local do trabalho. Isso foi um comentário maldoso e gratuito, nós higienizamos tudo como manda o protocolo”, explica Aline Neto. 

Em meio ao caos, a natureza floresce e agradece 

Como em todo acontecimento ruim, pode-se dizer que algo de bom ocorreu em meio a todo este caos: a natureza foi a que mais se beneficiou com essa quarentena generalizada devido à diminuição da atividade humana, porém especialistas advertem que não é motivo para comemorar, é provável que isso seja apenas um respiro para o meio ambiente. 

Todos já devem ter ouvido falar da lei de causa e efeito, pois então reflitamos um minuto. 

Por casualidade existe um pensamento chinês que fala sobre a ordem correta das coisas, manter um relacionamento equilibrado entre os mundos humano e natural; quando ocorre uma pandemia é uma resposta a esta desarmonia entre os dois mundos. Se quisermos viver longe de catástrofes naturais temos a obrigação de respeitar a natureza, cuidar do nosso planeta. 

Com a diminuição da atividade industrial e da circulação humana nas ruas, montanhas começaram a emergir no horizonte em lugares onde a poluição, até então, criava uma cortina cinza de gás carbônico. 

A China e a Índia estão entre os  países que mais poluem o planeta. O projeto AirVisual Earth mostra uma grande mancha vermelha sobre a China e a Índia. Trata-se do alto nível de poluição atmosférica nos dois países. Com a redução na poluição até animais invadiram cidades. Alguns dos efeitos colaterais da pandemia para o meio ambiente são cabras selvagens da raça caxemira que tomaram conta da cidade de Llandudno, no País de Gales. 

 

Por Tatiana do Amaral 

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